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Sinto saudade da época em que eu queria somente conseguir fazer uma pestana no violão. Sinto saudade de quando tocar uma nova música inteira era uma emoção imensa. Sinto saudade daquela dificuldade de compor uma canção redonda. Sinto saudade da emoção de uma pessoa dizer que curtiu minha música. Sinto saudade de ter a meta de atingir 50 pessoas na comunidade do Orkut. Sinto saudade daquela ADRENALINA de cantar na frente de 3 pessoas. Sinto saudade daquela batida sincopada que fazia eu me sentir o batera do Led Zeppelin. Sinto saudade  de quase morrer do coração vendo meu clipe na MTV. E daquela apoteose de ouvir minha música na rádio. Agora tudo é diferente...não que eu tenha perdido o tesão, pelo contrário, o problema é que agora precisa muito.  Não basta eu saber gravar bateria perfeitamente em cima de um click, ou saber tocar piano, violão, guitarra, baixo, gaita de boca, cantar, cantar tocando esses instrumentos, gravar, improvisar solando em qualquer um deles, em qualquer tom, arranjar, fazer produções, compôr facilmente, ter quase 10 cadernos de composições. A sociedade vive uma era do super-ultra (vamos chamar assim). O artista tem que ser super-ultra em tudo e em todos lugares. Não basta mais ter uma música na rádio, ou uma matéria bacana num jornal de grande expressão. Ele tem que ter um número super-ultra gigante de views no YouTube. Tem que ter um super-ultra número de curtidas no Facebook, em cada post e na sua página.Tem que ter um número super-ultra de seguidores no Twitter. Tem que ter um super-ultra número de seguidores no Instagram. E os aplicativos de música? Tem o super-ultra Spotify, o super-ultra Deezer, o Google Play, Soundcloud...E um número super-ultra grande de envolvimento em todas essas redes (que chamam de engajamento)..Ele tem que estar na TV, rádio, jornal, revista, blog, portal, trilha de filme, out-doors...dj tocando sua música nas baladas. Ele pode tocar em muitos lugares, festivais, etc E ele pode fazer tudo isso e mais um pouco, e ainda corre o risco de ser esquecido completamente se ele parar de fazer tudo isso. Vivemos numa era em que tudo é facilmente descartado, infelizmente. Ganhamos muitas oportunidades, muito espaço, muitas fontes, muitos artistas, muito tudo. O que perdemos foi o romantismo. O músico hoje tem que ser um lutador faixa preta no quesito redes sociais, um guerreiro viking na arte do networking, um gênio maior que Einstein pra ter sua música ouvida, um mestre da criatividade pra ser reconhecido, um sábio filósofo grego na arte de administrar sua carreira. Virou uma missão somente pra seres especiais, dotados de muitos dons. Essa guerra não é mais pra qualquer um não. Não basta compor bem, cantar bem, tocar bem. Tem que ser um super-herói. A propósito, me segue no Spotify? Haha. recém criado o perfil de artista lá https://play.spotify.com/artist/2aRssjiwjBG8Lb7kbXoxoY

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