Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou hoje que não havia cirurgião vascular no Hospital Albert Schweitzer para atender a universitária Juliana Pereira da Silva, 23 anos, vítima de bala perdida. Ela morreu ontem após ter ficado quase 5 horas a espera de atendimento médico no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro.
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A denúncia foi feita por um amigo da estudante, Bruno de Matos, na manhã desta sexta-feira, durante o velório da jovem, na capela 5 do Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência. "Ela chegou lá pouco depois das 4h e até as 9h estava viva, mas por falta de médico morreu. Nós ainda corremos hospitais públicos e particulares, mas não achamos cirurgião", disse.
Juliana levou um tiro na virilha, que acabou atingido a veia femural. O incidente ocorreu por volta das 4h de quinta-feira, quando a universitária seguia para deixar a amiga Estefani Serpa de Castro, 23 anos, em casa, após sair uma casa de shows. Sem saber, a estudante passou pelo fogo cruzado entre traficantes das favelas do Batan e Fumacê, na estrada da Água Branca, em Realengo.
Estefani ficou ferida por estilhaços de vidro do Celta onde estava com Juliana. O carro foi alvejado por quatro tiros nos pneus e lataria. As duas amigas pararam um táxi que passava pelo local e foram para o hospital. O outro passageiro do veículo, Daniel Domingues da Silva, 26 anos, seguiu as amigas dirigindo o Celta de Juliana. Ele não ficou ferido.